LETTERI D’AVVISI

Um blog de alunos de Jornalismo da UNIMEP

Archive for junho 2009

Visita a Central Difusora de Jornalismo

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Como trabalho da disciplina de Introdução ao Jornalismo I, do professor Paulo Roberto Botão, o LETTERI D’AVVISI visitou a Rádio Difusora de Piracicaba, uma das principais rádios da região. Na sua fundação foi uma das pioneiras em todo o Brasil e tornou-se referência em tecnologia e programação ao importar os equipamentos e os formatos americanos em ondas estereofônicas de Frequência Modulada, as populares FMs. Bem situada, em diversas fases seus diretores não deixaram de ousar nas programações, no jornalismo e no futebol, atraindo grande parcela de ouvintes e anunciantes da região. Hoje, sua história e a fidelidade dos ouvintes fazem da sua central de jornalismo um dos núcleos mais respeitados da mídia. Passa por mais uma reforma ousada, a caminho da digitalização dos equipamentos e otimização dos espaços. E nos recebe, em meio ao caos que toda mudança provoca.

Na sequência uma entrevista com o jornalista Eder Henrique, responsável pela Central Difusora de Jornalismo cedida ao aluno e também radialista,  Toni Costa e um link para as fotografias da visita:

Toni: Qual sua rotina de trabalho?

Eder: Bom, eu chego aqui na rádio, por volta das nove e meia da manhã, logo na seqüência nós começamos a gravar os boletins informativos, são os módulos informativos que vão de hora em hora na nossa programação, são ao todo sete módulos informativos e começamos a produção do jornal da Difusora, primeira edição, que vai ao ar das onze e meia até meio dia, e do show de bola primeira edição, que é o programa de esportes, que vai ao ar da meio dia a meio dia e meia, então agente tem praticamente, uma hora e meia pra produzir esses dois programas, pela manhã a correria é muito grande. Já no período da tarde, é um pouco mais tranqüilo, por que agente volta para a emissora por volta das quatorze horas, o jornal da Difusora, começa só as dezessete e trinta, então tem três horas e meia para a produção do jornal e pra produção do show de bola segunda edição, que é o programa de esportes na segunda edição, que começa as seis e meia e termina as sete da noite.

Toni: A quanto tempo você é jornalista, atua na área e quais são as dificuldades encontradas nesse caminho?

Eder: Jornalista formado a meio ano, eu conclui a faculdade na Universidade Metodista de Piracicaba, em dezembro, mas trabalho na área já a oito anos, comecei antes mesmo da faculdade, comecei com quinze anos de idade, trabalhando em uma rádio de Americana. Acho que a principal dificuldade de trabalhar nessa área, é a falta de um horário fixo, por que jornalista não tem um horário fixo, o bom  é que não tem uma rotina, sempre, todo dia você não sabe o que vai vir pela frente e a incersão no mercado de trabalho é muito complicado, pra mim ainda, não foi por que eu já trabalhava antes de entrar na faculdade, mas aquelas pessoas que entram na faculdade, se formam e depois começam a procurar uma oportunidade de trabalho, encontra uma certa dificuldade, é muito difícil de você entrar e já ser registrado, receber seu salário, eu trabalhei em rádio três anos sem receber.

Toni: E qual a sua opinião sobre a obrigatoriedade do diploma?

Eder: Sou totalmente favorável, apesar de ter trabalhado muito tempo sem o diploma, foram três anos antes da faculdade, e quatro anos durante a faculdade, eu acho que o diploma ele é apenas um papel mas é importante a faculdade em si, é o que da a formação acadêmica pra você, as aulas teóricas dão um alicerce fundamental pra profissão, aulas como sociologia, economia, psicologia, até acho que falta um pouco uma aula relacionada as leis, acho que falta um pouco, algo que tem que ser aprofundado, não basta só ética na profissão, então sou totalmente favorável a isso, por que? A faculdade, por ser quatro anos, não são todas as pessoas que conseguem ir até o fim, as vezes por um motivo financeiro, as vezes por que falas “puxa vida, o diploma não é obrigatório, por que vou fazer a faculdade?”, e sem a faculdade, abre espaço para os picaretas de plantão, as pessoas que agem, e no interior do estado de São Paulo, são inúmeros os exemplos desses picaretas que atuam, que exploram essa mulecada que procura o jornalismo, que por terem sido explorados, eles querem passar essa exploração pra frente, ai fica esse processo muito ruim pra profissão.

Toni: Na sua opinião, quais são os desafios do jornalismo na internet?

Eder: Eu acho que a questão da atualização é a principal, o rádio por exemplo é um meio mais rápido, se você está na rua, você vê um acidente, basta você pegar o telefone, ligar e você dá aquele flash no ar, você já informou seu ouvinte, a televisão não consegue isso, o jornal impresso muito menos e a internet, por depender de uma estrutura, depender de um computador, também não consegue isso, existem uns quadros, inclusive no Terra, tem o você repórter, o cara que ta na rua e vê alguma coisa, ele pode mandar o texto, mas isso demora um pouco, eu acho que a atualização é fundamental na internet, as pessoas que mantem blogs, por exemplo, é uma ferramenta muito importante pra informação pro jornalismo, desde que seja atualizado, então o jornalismo na internet, ele não está pra ser uma brincadeira, pra ser um algo mais, ele tem que pensar que ele tem que ser o jornalismo na internet, como o rádio tem que pensar que é o jornalismo de rádio, a TV, o jornalismo de TV e o impresso, o jornalismo impresso, não é um meio que serve apenas pra ter algo mais que está na TV, que está no rádio ou que está no impresso, não, tem que ser o jornalismo de internet, mais uma categoria, acho que atualização é uma das principais.

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Written by jrnlsmo

3 de junho de 2009 at 22:03

Publicado em Acadêmicos, Fotografia